terça-feira, 23 de maio de 2017

Cozinha todos os dias.

Custa-me tanto ter de cozinhar todos os dias. Esta ideia de preparar na véspera aquilo que devo levar para o trabalho para comer no dia seguinte pode não parecer muito má, quando não temos de o fazer.

Mas, depois, chegar a casa e dirigir-me para as panelas para cozinhar… o quê? Aquela refeição que apenas eu comerei amanhã ao almoço? Sim, vamos lá cozinhar, por exemplo, arroz… para mim apenas? Uma refeição? Duas? Obrigo já o meu marido a comer arroz também ainda hoje ao jantar? Se calhar cozinho mais e congelo tudo. Depois, amanhã, para variar, prepararei outra coisa qualquer.

Realmente, a melhor ideia seria a de amanhã dirigir-me ao café ou restaurante mais próximo e comer qualquer coisa. O problema? Falta de tempo. Há quem consiga sair da escola, dirigir-se ao cafezito ao lado e almoçar uma sopa e uma sandes, mas eu não tenho tempo: 45 minutos não me chegam. Mesmo quando tenho uma hora e meia, continuo a achar que o tempo é muito curto, que não quero andar a correr, que o café ao lado está demasiado cheio, que vão demorar muito tempo a atender-me.

Talvez tenha sido mal habituada no local onde trabalhava anteriormente. Tínhamos direito a almoçar na cantina, sem termos de comprar senha de almoço. As reações: ah, esqueci-me de escolher a opção, a dieta, o prato vegetariano… e agora terei de comer isto… Visto que não como carne, vou comer o quê? Arroz com alface? Apenas sopa? Se calhar sim… mas, sinceramente, era um descanso ter sempre a comida pronta à hora de almoço, sem me ter preocupado no dia ou na noite anterior. Também, diga-se de passagem que, nas circunstâncias em que estava, muito raramente teria tido tempo para me preocupar com as refeições de véspera… aliás, mal tinha tempo para me preocupar com o que comer assim que chegava a casa, quase sempre tarde. Muitas vezes, ia com um colega meu jantar ao Alegro, enquanto o meu marido havia de ter jantado algures ou, então, acabava por comprar comida feita no Jumbo, no Continente ou noutro sítio qualquer.

Agora, tenho tempo. Mas não tenho vontade. Detesto cozinhar.

Ser mais uma

Ao abrir a minha caixa de correio, confronto-me, mais uma vez, com um acumular de endereços, assuntos, remetentes diversos. Preparo-me para selecionar aquilo que posso apagar sem ler… Publicidade, newsletters, jornais… No entanto, abro um email e leio: “mitos e verdades sobre perfumes”. Penso, sem ler o conteúdo do artigo, que deveria ser mito a informação de que, com o tempo, os perfumes perdem qualidades. Depois, lembro-me: mais uma vez, esqueci-me de colocar perfume antes de sair de casa. Pior, não trago comigo qualquer frasquinho de emergência. Já trago tanta coisa comigo! Na internet, realmente, escreve-se sobre tudo! Vou ajudar, ser mais uma a escrever…

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Algo se perde

- Mas o outro não dizia que "nada se cria, nada se perde, tudo se transforma"? O Lavoisier?

- Na Natureza! Estamos a falar de coisas diferentes! E que estivéssemos a falar da mesma coisa? Podemos fazer afirmações opostas sobre a mesma realidade, sendo sempre verdadeiros.

- O que queres dizer com isso?

- Às vezes, depende da perspetiva. Fernando Pessoa dizia que "mesmo que sejamos sinceros hoje, amanhã podemos sê-lo por coisa contrária."

- Estás a dar crédito a um poeta... O Lavoisier era cientista!

- Que seja! Cada um tem os seus mestres!

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Boas vindas

Há anos que não possuo nenhum blog... Lanço-me, novamente, nesta aventura, sem saber que sentido lhe dar. Escrever porque sim... O tempo o dirá. Talvez seja este o primeiro e o último post. Mas... e se for?